sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Pilão de Xangô



O pilão do $uce$$o

                                                            mão do pi-
                                                  lão qual
                                         pilava
                                  muita
                          emo
                  ção.
Dona Zefa tinha por religiosa  tarefa,  pedir  a “Xangô” o  santo
do seu falecido  avô,  benesses  ao  filho  querido,  seu  manto
protetor. E no pilado  pilão  guardava  suas  orações ao  orixá
 da justiça.  Assim  Zeca fora inserido à privilegiada lista dos
bem-aventurados, teve seus  almejados sonhos realizados.
Eles  não tinham a noção  do grande tesouro, que possuíam
à mão  dentro do próprio lar.  Ah... Agora o Zeca, tinha  novo
pai: Quintino de França, o  velho padrasto  de  Zeca, combalido
pela  idade, porém,  com  experiência desmesurada de vida. Seu
Tino, homem  além  de  seu tempo  cabotino. Como ex-circense e
quase  celestino,  considerava-se um peso morto na vida de Zefa
e  Zeca. Fora mágico por quase cinquenta anos em um famoso
circo romano. Andava depressivo, até que lhe ocorreu um
maravilhoso  plano,  demonstrar  suas  habilidades,
acompanhadas de  palavras eloquentes ao jo-
vem Zeca, conjugadas às suas mágicas.
O encantamento do garoto foi alucinante. Zefa reuniu forças
com Tino, a fim de conceder-lhe educação necessária para
que o tornasse no grande  criador  de  sonhos  genuínos.

Do livro: O Caldeirão de Shirley

jbcampos


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