Nirvana o prazer de
sentir o óbvio
Para se conquistar o bem-estar
é preciso enxergar com os olhos do espírito o momento pelo qual se sente a
simplicidade da vida, apenas isto, nada mais pode ser importante do que
entender o nada, o vazio, o vácuo donde todas as almas são procedentes. A
emoção do ego nas grandiosidades desta vida efêmera só pode trazer
constrangimentos ao empafioso que se encontra cego ao não ter a óbvia consciência
de sua própria mortalidade...
No momento em que se
pode realmente olhar e contemplar o sorriso de uma criança, o andar
encarquilhado dum ancião, o desabrochar duma flor, a verdade duma simples gota
de orvalho a refletir todo o firmamento divino. Então pode dizer que está
começando a enxergar o óbvio, apenas o óbvio.
Quando a alegria for
apenas pela própria alegria, sem esperar ou por ter conquistado um prêmio boçal
qualquer, então, a evolução d’alma começa a florescer.
Quando você sentir o
prazer da felicidade por nada, apenas nada, cresceu sobremaneira, pois, não
discute mais, não tendo de provar nada, absolutamente nada a ninguém. Agora se
você não está entendendo, sinto muito, pois, terá de descer do seu altar e
aprender a mais simples lição desta vida, a humildade...
Feche seus olhos esvaziando
a sua mente, deixe que o amor, apenas o amor invada todo o seu ser...
Se conseguir essa
simplicidade, acaba de atingir o nirvana e pode esquecer os céus e os infernos,
pois, atingiu o fim colimado d’alma humana, e não queira mais do que isso...
Modestamente este seu
conservo pede-lhe a receita de chegar ao auge da singeleza.
Bons sonhos, onde mora
a sua essência.
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