Doce ilusão foi a minha compulsão, quando da sua meiga
aparição ao tisnar o meu frágil coração. Amplidão foi a
minha comparação. Dulcíssimo prejuízo foi a minha falta de juízo. O que era
doce o tempo levou, deixando o acre por paraíso. A culpa foi só minha por ter
corrido da rinha,
pois, a vida é de luta. Porém, ninguém pode julgar os fatos de uma louca
paixão quando se assume o falso prejuízo, porque amar é sofrer no paraíso,
mesmo que esse amor seja platônico
a dar vida à vida como o mais natural dos tônicos. O tempo passou, mas jamais me abandonou, pois, ele
me amou por ser prenúncio de Deus. Na minha memória a sua história escreveu.
Dentro de mim você mora como sempre morou. Hoje na minha velhice continuo a
viver o sonho real, já que sonhar é viver o sonho ideal.
Na verdade a efêmera vida, não passa de um sonho virtual.
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