O pontilhão
Aperceba-se caro leitor; o poder da ação na boa
intenção, movido pela fé com o desejo de vencer
com todo o coração, sob a égide do amor na evo-
cação. Debaixo de um modesto pontilhão alvo-
ra-se um barraco em madeira e se dá o início
de mais uma vida, cheia de boas maneiras
altaneiras e de bela carreira alvissareira.
Principia mais uma nova novela como
tantas outras de seres humanos
em suas visões de aquarelas,
na criação de altos planos.
No tablado da bela ilusão
descortina-se no palco
da vida o irônico pano.
Tal qual a semente semeada
sobre charco curtido no chão, porém,
vicejando vem a mais linda e perfumosa flor.
Como do espinho nasce a rosa, assim é a vida
em seus duplos sentidos. E para que esta escrita
faça registros, mostramos-lhe a vida adquirida
por vários prismas. Nos genes de irmãos
de mesma origem; demarcados
por desvairados destinos.
Então; nasce aquele
belo menino:
José
Saulo
Varela,
O criador
de sonho real.
Era assim alcunhada
aquela pessoa especial.
Zeca era um simples sonhador,
acredite, realizava seus sonhos.
Zefa, sua mãe, pariu-o já aos 45
anos de idade, parto complicado,
porém, com muito boa fertilidade.
diz o médico provecto, custeado
pela benemérita: Judite,
senhora de
grandes
pendores,
baseando-se
na sua maturidade,
como fora amor de Afrodite,
deusa criadora de tantos amores.
Judite sua patroa a lhe fazer favores.
jbcampos
Do livro: O Caldeirão de Shirley


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