sábado, 17 de novembro de 2018

O pontilhão



O pontilhão

Aperceba-se caro leitor; o poder da ação na boa 
intenção, movido pela fé com o desejo de vencer 
com todo o coração, sob a égide do amor na evo-
cação. Debaixo de  um  modesto  pontilhão alvo-
ra-se  um barraco em madeira e se dá o início 
de  mais uma vida, cheia de boas maneiras 
altaneiras e de bela carreira alvissareira.
Principia mais uma nova novela como
tantas  outras  de  seres  humanos
em  suas  visões  de aquarelas,
na  criação  de altos  planos.
No tablado da bela ilusão
descortina-se no palco
da vida o irônico pano.
Tal qual a semente semeada
sobre charco curtido no chão, porém,
vicejando vem a mais linda e perfumosa flor.
Como do espinho nasce  a  rosa, assim é a vida
em seus duplos sentidos. E para que esta escrita
faça registros, mostramos-lhe a vida adquirida
por vários prismas. Nos genes de irmãos
de mesma  origem;  demarcados
por desvairados destinos.
Então;  nasce aquele
belo menino:
José
Saulo
Varela,
O  criador
de  sonho  real.
Era assim alcunhada
aquela   pessoa  especial.
Zeca era um simples sonhador,
acredite, realizava  seus  sonhos.
Zefa,  sua  mãe, pariu-o já  aos 45
anos de  idade,  parto  complicado,
porém, com muito boa fertilidade.
diz o médico provecto, custeado
pela benemérita: Judite,
senhora de
grandes
pendores,
baseando-se
na  sua  maturidade,
como fora amor de Afrodite,
deusa criadora de tantos amores.
Judite sua patroa a lhe fazer favores.

jbcampos

Do livro: O Caldeirão de Shirley


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